Sangue em suas mãos.
Sangue de um Anjo.
O mundo parecia ter perdido sua cor, as paisagens em volta de si pareciam pulsar.
Ele tinha suas mãos manchadas do sangue de um anjo. Via o anjo suspirar e sorrir para ele...
O Assassino.
Havia matado um anjo.
Um Anjo que carregou problemas e medos consigo, enquanto o Assassino tentava de qualquer modo, esquecê-los.
O Anjo esta desfalecendo em seus braços. Seus longos cabelos róseos, agora descobertos pelo negro manto, espalhavam-se pelos arranhados braços do
Assassino.
Sua pele normalmente pálida, agora manchada pelo rubro de seu sangue.
Ele a havia matado.
Havia matado um Anjo.
Não poderia continuar sua vida com aquele sangue e aroma de cerejeiras impregnados a si.
Retirou frouxamente a katana de seu amado Anjo Róseo. Observou a arma suja com o sangue dela.
Ele não merecia igualar seu sangue ao dela, não poderia misturá-los. Havia um pequeno e cristalino riacho perto do local onde se encontrava. Caminhou lentamente até lá, mergulhando a arma nele
A água manchou-se de rubro. Voltou até onde seu anjo parecia dormir calmamente. Mas sem nunca mais acordar.
Observou novamente a katana em suas mãos. Ergueu-a na altura de seu peito. E em um rápido movimento sentiu um liquido quente e viscoso escorrer.
Seu Sangue.
Viu seu corpo cair levemente até o chão, enquanto continuava em pé.


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